sexta-feira, 5 de agosto de 2011





Lula disse que o ex-ministro Nelson Jobim foi muito deselegante com Dilma e ministros


"Se ele não falou para ela (Dilma) da entrevista à revista e ela ficou sabendo, realmente cria uma situação constrangedora", disse Lula


"Se ele não falou para ela (Dilma) da entrevista à revista e ela ficou sabendo, realmente cria uma situação constrangedora", disse Lula
"Se ele não falou para ela (Dilma) da entrevista à revista e ela ficou sabendo, realmente cria uma situação constrangedora para ele, que não falou, e para ela. Foi muito deselegante", disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.Jobim pediu demissão do ministério ontem e foi substituído por Celso Amorim.


>> Jobim deixa a Defesa e Celso Amorim assume a pasta. "O copo encheu", diz líder do governo

>> Conheça a trajetória de Nelson Jobim no governo
>> Saiba mais sobre Celso Amorim, novo ministro da Defesa

Lula considerou "excepcional" o trabalho de Jobim no Ministério da Defesa. Para ele, porém, é um "erro histórico" achar que o ex-ministro foi indicação sua. "A presidente Dilma se reunia com meus ministros muito mais do que eu. Os ministros eram mais amigos dela do que meus amigos", afirmou, explicando que cada proposta que chegava à sua apreciação era discutida antes várias vezes com Dilma, então ministra da Casa Civil.

A demissão de Jobim

O ministro da Defesa, Nelson Jobim (PMDB), entregou sua carta de demissão à presidente Dilma Rousseff nesta qainta-feira. Sua situação se tornou insustentável no governo após declarações dadas à revista Piauí  em que teria considerado a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, "muito fraquinha" e dito que a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, "sequer conhece Brasília".
Jobim negou ter feito as críticas e disse que as informações seriam "parte de um jogo de intrigas". Mas, segundo fontes, Dilma já havia decidido demitir o ministro caso ele não abandonasse o cargo por conta própria. Para seu lugar, a presidente escolheu o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim.
A situação de Jobim à frente da pasta já vinha se deteriorando por outras declarações à imprensa que geraram mal-estar no governo. Em uma entrevista, ele afirmou ter votado no tucano José Serra, principal adversário de Dilma, nas eleições presidenciais do ano passado. No início de julho, em uma cerimônia em homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) - de quem ele foi ministro da Justiça entre 1995 e 1997 - no Senado Federal, ele citou o dramaturgo Nelson Rodrigues dizendo que "os idiotas perderam a modéstia".
A fala foi interpretada como uma insatisfação do ministro com sua situação no governo.
Nelson Jobim depois de ser demitido pela Presidenta Dilma apenas diz : Não sou mais nada

 

O Diário Oficial da União publicou, nesta sexta-feira, a exoneração do ministro da Defesa, Nelson Jobim​. No lugar dele, foi nomeado o diplomata Celso Amorim​. Imagem: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press/Arquivo
Imagem: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press/Arquivo

O Diário Oficial da União publicou, nesta sexta-feira, a exoneração do ministro da Defesa, Nelson Jobim. No lugar dele, foi nomeado o diplomata Celso Amorim. Após caminhar hoje próximo de sua casa, em Brasília, Jobim não quis comentar a saída do governo. Ao ser perguntado, ele se mostrou magoado e se limitou a dizer:

"Não sou mais nada. Qualquer coisa, pergunte para a Dilma".

Ontem à noite, o ministro entregou carta de demissão à presidente Dilma, logo após chegar de viagem oficial a Tabatinga (AM). Dilma havia decidido demitir o ministro pela manhã, após a divulgação das declarações do ministro em reportagem da revista Piauí. Na matéria, Jobim chama a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, de "fraquinha" e diz que a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, não conhece Brasília. Mas o que mais irritou Dilma foi o ministro ter contado à revista que, quando a presidente lhe perguntou se Genoino seria útil como assessor na Defesa, teria respondido: "Presidente, quem sabe se ele pode ser útil ou não sou eu".
O ex-chanceler Celso Amorim foi escolhido para assumir o Ministério da Defesa por pelo menos duas razões: sua larga experiência em temas relacionados à segurança internacional e por pertencer a uma carreira de Estado, hierarquizada e disciplinada, semelhante à exercida pelos militares. A opinião do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que nunca poupou elogios ao seu chanceler, também deve ter pesado. Nos bastidores do governo, dizia-se nesta quinta-feira que o grande desafio de Amorim será conquistar a simpatia da cúpula das Forças Armadas.
José Viegas, o último diplomata que assumiu o Ministério da Defesa, não teria conseguido atingir esse objetivo. Nelson Jobim foi o civil que se entendeu com os militares, depois do vice José Alencar.
Das Agências: DP e O Globo

terça-feira, 2 de agosto de 2011

        Ministro da Saúde Alexandre Padilha 


“empenhamos e contratamos já 119 unidades de pronto-atendimento”

Uma das áreas mais importantes para o cidadão, a saúde, é um dos focos do programa Brasil Sem Miséria e do PAC 2. Para ações rápidas, com a emergência que os casos de saúde merecem, o governo federal tem ligado o setor com praticamente todas as outras frentes de trabalho.
O resultado já tem aparecido, inclusive com obras estruturantes, “empenhamos e contratamos já 119 unidades de pronto-atendimento”, diz o ministro da saúde Alexandre Padilha.

A saúde terá atenção especial no Programa de Aceleração do Crescimento, que está em sua segunda versão, o chamado PAC 2. De fato, mudanças na administração da saúde pública estão sendo implementadas. O ministro Alexandre Padilha destaca que o governo “inaugurou um novo modelo de planejamento, não só para o governo federal, mas para os estados e municípios também”.

As pastas estão integradas em prol da causa. A integração que começou com o governo Lula está agora potencializada. Por exemplo, o programa Bolsa Família tem condicionantes ligadas à saúde, como explica Padilha, “As condicionalidades do Bolsa Família são feitas pelo SUS, o pré-natal, o acompanhamento da criança o desenvolvimento”. Dessa forma, a família que recebe o benefício é obrigada a cuidar da saúde.

Outra relação é com a educação “Através do programa Saúde na Escola, que nós criamos agora, que vai garantir acesso a saúde na escola das crianças, nos municípios de extrema pobreza”, explica Padilha.

Confira abaixo o texto com trechos da entrevista do ministro Alexandre Padilha.

Brasil Sem Miséria – Alexandre Padilha: O ministério da Saúde está totalmente envolvido no Brasil Sem miséria, por 02 motivos: Primeiro pela oportunidade econômica que é o tema da saúde. A saúde é às vezes a principal oportunidade de emprego para as pessoas que vivem em regiões de extrema pobreza. Nós temos 2 e meio milhões de pessoas que são trabalhadores do Sistema Único de Saúde, o SUS. Pela capilaridade do SUS ele é decisivo para as políticas sociais. O cadastro do Bolsa Família é feito pelos profissionais do SUS, os agentes comunitários de saúde, as equipe da saúde da família. As condicionalidades do Bolsa Família são feitas pelo SUS, o pré-natal, o acompanhamento da criança, o desenvolvimento. O programa Saúde na Escola, que nós criamos agora, vai garantir acesso a saúde na escola das crianças, nos municípios de extrema pobreza. Isso melhora o desempenho escolar das crianças e é fundamental para o enfretamento da miséria. E um conjunto de ações nossas, do saneamento através da Funasa, que são decisivos para o enfretamento da miséria.

Segundo porque tem algumas doenças e alguns problemas de saúde que impactam de forma maior, mais grave na população mais pobre. Por isso que nossas ações da saúde são focadas no Brasil Sem Miséria. Desde ações de busca ativa, de doenças mais comuns na pobreza como a ranceniase, tuberculose, hemoptises parasitoses em geral. A malária na região Norte do país, nós reduzimos em 38% dos casos de malária no 1º semestre do governo da presidenta Dilma, comparado com 1º semestre de 2010. É um conjunto de ações que nós vamos fazer, por exemplo, são verdadeiras ações coletivas, verdadeiros mutirões em cirurgias de cataratas, de prótese dentaria, de consulta oftalmológica, que é o fator limitante para uma pessoa encontrar uma nova profissão. O mercado de trabalho, ter acesso a um bom desempenho na escola, resolver o problema do analfabetismo. Ou seja, a saúde está integralmente comprometida com o programa Brasil Sem Miséria.
Na ultima segunda-feira inclusive anunciamos, na reunião dos governadores do Nordeste com a presidenta Dilma, a construção de 638 unidades básicas de saúde nos municípios do Brasil Sem Miséria do Nordeste brasileiro.

Pronto Atendimento – Alexandre Padilha: No PAC 2 temos essas duas grandes frentes de atuação, as unidades básicas de saúde e as UPAS. Eu estou muito feliz porque já nesse primeiro momento nós conseguimos empenhar e fazer o 1º pagamento de todas as unidades básicas de saúde já selecionadas e com foco especifico nos municípios do Brasil Sem Miséria, para as áreas de extrema pobreza. Estamos agora fazendo uma revisão para uma outra parte da seleção chamando estados e municípios, pegando dados do MDS, do IBGE, para certificar que as unidades básicas de saúde aconteçam no bairros de extrema pobreza contribuindo para o enfrentamento do problema da miséria no país. E as unidades de pronto atendimento, a primeira seleção que teve, nós conseguimos concluir o empenho de tudo aquilo que está pronto para empenhar. Que são cerca de 119 unidade de pronto atendimento no país.

Nós começamos a próxima seleção com um novo modelo também. O ministério da saúde através do PAC 2 não vai financiar equipamentos de UPAs isolados. Vamos montar um conjunto de modelo que nós chamamos de uma rede, dentro do Saúde Toda Hora. Ela vai fazer parte de uma rede, que começa no SAMU, passa pela UPA, passa pelo pronto-socorro e passa pela enfermaria de retaguarda de urgência nos hospitais.

Aceleração na Saúde – Alexandre Padilha: Eu diria que PAC 2 passa a ser um grande instrumento para alcançar a meta principal da presidenta Dilma que é o Brasil Sem Miséria. Ao investir no social, que já tinha investimento no PAC 1, com as obras de saneamento e no Luz Para Todos, agora no PAC 2 envolvendo a área da saúde, nas unidades básicas de saúde, as UPAS, as creches na área da educação, os investimentos na área da cultura e dos esportes compreende que o social é decisivo para o crescimento econômico e para o desenvolvimento do país. E certamente vai dar um outro padrão para os estados e municípios porque vai fazer com eles integrem suas ações de saneamento e melhoria das cidades. Com as ações do campo da saúde, da educação da cultura. Criando cidades melhores e comunidades mais cidadãs, é o objetivo do PAC 2.

Funasa - Alexandre Padilha: Na Funasa aumentamos em 45% a execução financeira nesse 1º semestre, comparado com o último balanço do PAC. É uma demonstração das mudanças de gestão que estão acontecendo na Funasa, que envolve servidores de carreira, diretores. A nova gestão do presidente Gilson, está conseguindo ter resultados bastante imediatos. E a nossa expectativa é que nós possamos avançar cada vez mais. E no PAC 2 tem uma novidade na Funasa. É que a Funasa vai contratar projetos para os pequenos municípios que não tem capacidade às vezes de fazer o projeto para obra de saneamento.

Em relação às unidades básicas de saúde, nós empenhamos todo volume que já estão selecionadas. Com foco claro em municípios de extrema pobreza. Inclusive nós fomos, no balanço geral da parte social do PAC, a área que mais empenhou em volume de recursos. Então a saúde começa forte na execução do PAC 2.

Do Portal do PT

segunda-feira, 1 de agosto de 2011


Entenda a crise da dívida dos EUA e como isso afeta o Brasil


 O governo dos Estados Unidos está correndo contra o tempo para não colocar em risco sua credibilidade de bom pagador. Se até o dia 2 de agosto o Congresso não ampliar o limite de dívida pública permitido ao governo,  os EUA podem ficar sem dinheiro para pagar suas dívidas: ou seja, há risco de calote.
Charge do dia 01/08/2011Em maio, a dívida pública do país chegou a US$ 14,3 trilhões, que é o valor máximo estabelecido por lei. Isso porque, nos EUA, a responsabilidade de fixar o teto da dívida federal é do Congresso.
Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou em pronunciamento na Casa Branca que a falta de um acordo que permita elevar o teto da dívida do país trará problemas sérios à economia.
No Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que espera “sensatez” do governo e de políticos norte-americanos para solucionar o impasse sobre a negociação da dívida dos EUA
Entenda os pontos mais importantes das negociações.

Debate e negociações
Entenda a crise da dívida dos EUA e como isso afeta o Brasil Obama em reunião com líderes
do congresso para debater o teto da dívida.
(Foto: Mandel NGAN/AFP)

O presidente Barack Obama e os demais representantes do governo têm lutado nos últimos dias para convencer o Congresso a ampliar o limite de envididamento permitido ao governo.
Cinco rodadas de conversações na Casa Branca nesta semana não produziram nenhum acordo, mas geraram disputas partidárias. As negociações devem ser retomadas no fim de semana.
Essa negociação é comum no Congresso americano, onde ocorre de forma periódica desde 1917 (data em que foi estabelecido um limite legal para o endividamento do país). Desta vez, no entanto, a renegociação do teto da dívida enfrenta um impasse.

O que é a dívida dos EUA
Notas de Dólar (Foto: AFP)(Foto: AFP)

Assim como outros países  - inclusive o Brasil -  o Tesouro norte-americano emite no mercado financeiro papéis respaldados pelo governo para financiar as atividades do governo federal, como pagamento de funcionários e fundos de previdência.
No caso dos EUA, os  títulos são conhecidos como Treasuries, comprados por investidores do mercado financeiro que  são remunerados com juros: os títulos americanos são considerados os mais seguros do mundo e, por isso, atraem tantos investidores interessados em comprar seus papéis.

Para quem os EUA devem
Entenda a crise da dívida dos EUA e como isso afeta o BrasilChinês conta notas de dólar perto de
notas de iuan. (Foto: AFP)

Brasil, China, Japão, Reino Unido e os países exportadores de petróleo estão entre os maiores credores estrangeiros que detêm 32% dos títulos da dívida pública dos Estados Unidos.
Segundo os números do Departamento do Tesouro, a dívida pendente dos EUA somava, no último dia 30 de junho, US$ 14,3 trilhões, dos quais US$ 4,6 trilhões eram "pastas intergovernamentais" e US$ 9,7 trilhões eram dívidas nas mãos do público.
Os EUA devem somente ao Brasil a quantia de US$ 187 bilhões. O maior credor do país é a China, com US$ 1,1 trilhão, seguida pelo Japão com US$ 882,3 bilhões, o Reino Unido com US$ 272,1 bilhões e os exportadores de petróleo com US$ 211,9 bilhões.
Outros grandes detentores de bônus e títulos da dívida americana são os bancos radicados no Caribe, que acumulam títulos no valor de US$ 169 bilhões, Taiwan com US$ 155 bilhões, Rússia com US$ 151 bilhões, Hong Kong com US$ 135 bilhões e Suíça com US$ 107 bilhões

Por que a dívida está tão alta
Entenda a crise da dívida dos EUA e como isso afeta o BrasilHomem se apoia na parede da sede do Lehman
Brothers em NY, em 15 de setembro de 2008.
(Foto: Nicholas ROBERTS/AFP)

O alto nível de endividamento dos EUA ainda reflete, entre outros fatores, efeitos da "ressaca" da crise financeira desencadeada em 2008 pela quebra do banco Lehman Brothers. Isso porque, em tempos de recessão, um país precisa de mais dinheiro para estimular a economia.
No caso dos EUA, o país emitiu mais papéis para ter dinheiro para evitar a falência de empresas e bancos em dificuldades, isentar  e reduzir alguns impostos, e pagar benefícios sociais como seguro-desemprego, mais necessários em épocas de demissões e cortes de pessoal.
A decisão de socorrer setores da economia que estavam em risco de falência endividou não só os EUA, mas de outros países que hoje enfrentam problemas com a dívida: Grécia, Irlanda e Itália, por exemplo.
Antes disso, os EUA já haviam gastado muito dinheiro ao longo dos anos para financiar guerras e ações militares. Iniciadas há quase dez anos, após os atentados de 11 de setembro de 2001, as operações norte-americanas no Afeganistão custam atualmente mais de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 3,1 bilhões) por semana aos cofres americanos, o que tem despertado cada vez mais críticas, tanto de republicanos quanto de democratas.

Obama X oposição
Barack Obama, em pronunciamento (Foto: Reuters)Barack Obama, em pronunciamento (Foto: Reuters)

Por trás da discussão em torno dos números da dívida, há uma disputa política entre parlamentares do governo e da oposição, como explica o economista Miguel Daoud, da Global Financial Advisor.
A oposição republicana, adversária política de Obama, exige que o aumento do limite seja vinculado a cortes maiores no orçamento americano dos que os desejados pelo governo democrata, com medidas como aumento de impostos e corte de benefícios sociais, que poderiam afetar a vida do cidadão americano comum.
"Como o Obama está prestes a começar uma campanha para reeleição, a oposição está exigindo cortes em setores da economia que vão afetar a popularidade do presidente", avalia Daoud. A popularidade de Obama está baixa nos EUA, embora tenha tido um fôlego temporário com a morte de Osama Bin Laden.
O presidente norte-americano, por outro lado, quer sair do impasse sem frear ainda mais a economia. Obama disse concordar com maiores cortes de gastos e quer que os republicanos aceitem algum aumento de impostos sobre os norte-americanos mais ricos. Eles recusam.

Fama em risco
A agência classificadora de risco Moody's anunciou nesta quarta-feira (13) que considera baixar a nota da dívida dos Estados Unidos, que atualmente se encontra no melhor patamar possível, em "Aaa". O mesmo aviso foi dado pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P).
Na prática, isso significaria aos EUA , que atualmente são referência de pagamento seguro no mundo, e têm, na avaliação das agências de classificação, risco praticamente nulo de calote.

Reclamação da China
Entenda a crise da dívida dos EUA e como isso afeta o BrasilHong Lei, porta-voz do Ministério de Relações
Exteriores da China. (Foto: AFP)

A China, maior credor dos EUA com US$ 1,1 trilhão em bônus,  pediu que os Estados Unidos adotem medidas mais responsáveis a fim de proteger os interesses dos investidores nos títulos do Tesouro americano (Treasuries).  "Nós esperamos que o governo norte-americano adote políticas responsáveis para proteger os interesses dos investidores", disse Hong Lei, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China.
O que isso tem a ver com o Brasil
Entenda a crise da dívida dos EUA e como isso afeta o BrasilConsumidores pesquisam preços de eletrônicos.
(Foto: Daigo Oliva/G1)

Na avaliação do economista Miguel Daoud, da consultoria Global Financial Advisor, um eventual calote dos EUA teria impactos econômicos  no Brasil, que vive momento de dólar baixo e forte consumo de importados.
Encareceria o financiamento para bancos e empresas brasileiras, que precisam captar dinheiro no exterior; valorizaria o dólar e aumentaria o preço dos importados, o que geraria inflação; causaria também, consequentemente, a necessidade de se aumentar ainda mais os juros para controlar os preços.
"Geraria inflação com o importados, resultaria em aumento juros e aumentaria a proporção dívida/PIB", estima Daoud que, embora não descarte essa hipótese, considera improvável que um acordo entre governo dos EUA e Congresso não seja alcançado.
Com informações da Reuters, da BBC, da AFP e de agências internacionais

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Ex-presidente Lula recebe título de Doutor Honoris Causa



Na próxima sexta-feira (22), a Universidade Federal de Pernambuco faz a outorga do título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia que acontecerá no Teatro de Santa Isabel, às 10h. O evento será realizado, de forma conjunta, com as universidades Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e de Pernambuco (UPE), que também concederam o mesmo título ao ex-presidente.

A concessão do título pela UFPE foi aprovada pelo Conselho Universitário em 2002, sendo a primeira universidade a fazer esta homenagem a Lula. Os demais títulos foram concedidos posteriormente, a UFRPE, em 2003, e a UPE, em 2009. Por esta razão, a cerimônia será presidida pelo reitor Amaro Lins e terá como presidente de honra o governador Eduardo Campos. O evento é restrito a convidados, em função das dimensões do teatro. Participarão representantes dos Conselhos Universitários das três instituições de ensino superior e outros convidados das universidades, do Governo do Estado e da Prefeitura do Recife.

A entrega do título somente ocorrerá agora por decisão do próprio Lula, que preferiu receber homenagens desta natureza somente depois de deixar a Presidência da República. O título é atribuído à personalidade que se tenha distinguido pelo saber ou pela atuação em prol das artes, das ciências, da filosofia, das letras ou do melhor entendimento entre os povos.

A concessão do título pela UFPE foi aprovada pelo Conselho Universitário no dia 5 de novembro de 2002, logo após sua eleição para presidente da República, mediante proposta do então reitor Mozart Neves Ramos, endossada pelo Centro de Filosofia e Ciências Humanas, por meio do então diretor Antônio Jorge de Siqueira. "Com sua travessia política persistente e com o olhar voltado para o coletivo, Lula protagoniza uma ação instituinte na construção de alternativas para o nosso País, na reformulação de projetos, na comunicação dos saberes, dialogando com as experiências da vida, ressignificando a própria história nacional", destaca a justificativa da concessão do título apresentada ao Conselho.

Diz ainda o documento que a vitória do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, após três derrotas consecutivas (em 1989, em 1994 e em 1998), [UTF-8?]“faz lembrar as trajetórias de lutas da sociedade pela ampliação da cidadania, base fundamental da convivência democrática e acena para o futuro com sinais de esperança, arquitetando caminhos diferentes que podem significar a universalização de conquistas sociais.

A solenidade é uma oportunidade para observar o cerimonial universitário, seus rituais e sua pompa. Na cerimônia, o ex-presidente Lula vai entrar no teatro acompanhado de uma comissão de honra, composta por nove pessoas, das quais três de cada universidade. A comissão acompanhará Lula até o palco, sentando-se na platéia em seguida.

O homenageado receberá as chamadas vestes talares - tradicionais roupas do protocolo acadêmico. As origens dessas vestes remontam ao cerimonial multissecular das universidades europeias em especial a Universidade de Coimbra, da qual as universidades brasileiras herdaram a maior parte das tradições protocolares e o cerimonial.

Quando for receber o título, o ex-presidente receberá a samarra e o capelo. A samarra é uma espécie de capa, cujas cores são específicas de determinadas áreas do conhecimento. Ele receberá uma samarra vermelha, em alusão à área de Ciências Humanas, cujo centro na UFPE propôs a homenagem. A tradição e uso da samarra vêm de uma antiga vestimenta usada por camponeses europeus, que, na Idade Média, era feita de pele de carneiro, tratada até alcançar grande alvura.

Das mãos do reitor Amaro Lins, Lula receberá o capelo, chapéu privativo do reitor, do vice-reitor, dos Professores Eméritos e dos Doutores Honoris Causa. O reitor usa o capelo branco, representando o poder temporal (analogia com a coroa real) e também a samarra branca. E o ex-presidente usará capelo vermelho, compondo o traje com a cor das Ciências Humanas.

GESTÃO LULA
Durante as duas gestões de Lula na Presidência da República (2003-2010), a UFPE registrou o maior crescimento de sua história de quase 65 anos. Melhor universidade do Norte/Nordeste, entre as instituições públicas e privadas, em ensino (graduação e pós-graduação) e pesquisa científica, segundo avaliações dos Ministérios da Educação (MEC) e de Ciência e Tecnologia (MCT), com apoio do Governo Federal, a UFPE expandiu a sua atuação para o interior do Estado, implantando os campi de Vitória de Santo Antão e de Caruaru. Nos novos campi, em funcionamento desde 2006, são oferecidos 15 cursos de graduação e mais quatro programas de pós-graduação.

Nos últimos anos, em função de dois programas do Ministério da Educação, o de Interiorização do Ensino Superior e o de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), a Universidade registrou um crescimento de mais de 50% na oferta de vagas para graduação (foram 6.705 vagas em 2011), ao criar 26 cursos e ampliar vagas em diversos cursos. Atualmente, a UFPE oferece 95 cursos de graduação nos três campi, três cursos de licenciatura a distância e mais 116 cursos de pós-graduação stricto sensu, sendo 65 mestrados acadêmicos, 6 mestrados profissionais e 45 doutorados. Somente os investimentos do Reuni estão injetando na UFPE R$ 221,5 milhões até 2012. A UFPE dispõe, em 2011, de um orçamento de R$ 750 milhões, sem contar os recursos captados por meio de projetos.
Fonte: Universidade Federal de Pernambuco