A regra do Regimento Interno do CNJ que permite o livre fluxo de informações sigilosas com entidades monetárias, fiscais e empresas de telefonia é uma das prerrogativas questionadas. As três maiores associações de juízes do país, incomodadas com as amplas investigações da Corregedoria do CNJ contra juízes, defendem que o acesso a dados sigilosos deve ocorrer apenas por decisão judicial. O processo está sob responsabilidade da ministra Rosa Weber, mas até agora não houve decisão. A obrigação de juízes e tribunais cumprirem imediatamente as decisões do CNJ é outro item questionado no STF. A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) questionou, em 2010, uma regra do Regimento Interno do CNJ, segundo a qual decisões do conselho devem se sobrepor a qualquer decisão judicial exceto quando o assunto estiver no STF. Para a AMB, nenhuma decisão administrativa deve valer mais que uma judicial. O Ministério Público já se manifestou contra o pedido no final do ano passado, mas até agora não houve novo andamento. O relator é o ministro Gilmar Mendes. Os governos do Pará e do Paraná também já foram ao STF reclamar sobre uma resolução que estabelece regime de pagamento de precatórios. No Legislativo, a Assembleia de Pernambuco se indispôs contra a estipulação de regras sobre o preenchimento de cargos em comissão no Judiciário. Até a Procuradoria-Geral da República, defensora de amplos poderes do CNJ no julgamento da semana passada, tem uma ação contra o Conselho tramitando no STF. Em 2008, o então procurador Antonio Fernando de Souza afirmou que o CNJ passou dos limites ao criar regras sobre o processo judicial de interceptação telefônica. O relator é o ministro Gilmar Mendes, que presidia o CNJ à época e defendeu regras mais rígidas para a quebra do sigilo telefônico. O último despacho foi feito em agosto do ano passado. Veja abaixo os pontos analisados no julgamento sobre as atribuições do CNJ:
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| Débora Zampier Repórter da Agência Brasil | |||||||||||||||||||||||
Leia mais
CNJ ainda enfrenta
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Apesar de manter maior parte das atribuições, CNJ ainda enfrenta questionamentos no STF
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Desde 2009, 210 prefeitos foram cassados; 48 por fraudes eleitorais
“Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira
pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostra que, dos 5.563 prefeitos
eleitos em 2008, 383 não estão mais no cargo. Desses, 210 foram cassados, 48
por fraudes na campanha eleitoral. Em 56 municípios, a troca ocorreu por morte
do titular, sendo que oito prefeitos foram assassinados ou se suicidaram. Os
ex-prefeitos ainda saíram para concorrer a outros cargos (29), por doença (18)
e por motivos como renúncia e acordos entre partidos (70).
As cassações por infração à lei eleitoral
representaram 22,8% dos casos de afastamento dos prefeitos. Os casos mais
comuns incluem a tentativa de compra de voto, uso de materiais e serviços
custeados pelo governo na campanha e irregularidade na propaganda eleitoral.
Já os atos de improbidade administrativa
motivaram 36,6% das trocas. Além disso, 4,76% dos prefeitos deixaram seus
cargos por causa de crime de responsabilidade, 17,62% por infração
político-administrativa e 2,86% por crime comum.
Os Estados de Minas Gerais e do Piauí
apresentam o maior número absoluto de prefeitos cassados: 29. Em segundo lugar
vem o Paraná, onde 14 prefeitos foram cassados, e os Estados de Ceará, Rio
Grande do Sul e Santa Catarina, que tiveram 12 prefeitos cassados.
A pesquisa foi feita a partir do cruzamento
de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), das federações regionais de
municípios e da própria CNM, com o objetivo de detectar onde houve mudança de
prefeito desde 2009. Depois, os pesquisadores entraram em contado com os
municípios onde as mudanças ocorreram para saber dos motivos que levaram às
trocas.” Fonte:Agência Brasil
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
PT – 32 anos mudando o Brasil
Eu só tinha 6 anos de idade quando o PT nasceu, aderi ao meu primeiro e único
partido, há 23 anos, na militância, não poderia imaginar tantas mudanças. O País que
fundou o PT não mais existe. Agora, somos outro Brasil, com democracia,
liberdade, menos desigualdades, e avanços econômicos.
Porém, para trilhar esse caminho até aqui, tivemos que passar por caminhos bem difíceis. Percursos que os que chegaram depois, ou os que aderiram a pouco, não tem a dimensão das dificuldades que passamos durante a caminhada. Sofremos chacotas e humilhações, perdemos nossos empregos, fomos perseguidos.
Atravessar esses obstáculos só foi possível pela força dos nossos militantes, que jamais teve medo nem desânimo para sair às ruas das cidades, seja para pedir voto, vender uma camisa, um broche ou defender uma concepção de sociedade igualitária.
De 1982 a 1988, fomos o partido da contraordem, do “não admito”, de negativas ao status quo. Não compactuamos com o Plano Cruzado de Sarney e sua enganação da época.
De 1988 em diante, começamos a ter um papel mais propositivo, e chegávamos a muitas prefeituras. Iniciamos a construção do Modo Petista de Governar, com democracia, participação e inversão de prioridades.
De 1994, com a 2ª derrota de Luiz Inácio, o Lula (a 1ª foi em 1989 contra o Collor) até a vitória dele, em 2002, passamos muitos anos a nadar contra a maré neoliberal de Fernando Henrique, das perplexidades, ou digo, das dificuldades, das crises.
De 2003 em diante, iniciamos um processo novo no Brasil, com a chegada à Presidência da República, não fazendo ruptura alguma, como imaginávamos com nossas palavras de ordem de 1982: Partido sem patrão, sem mandão. Fora FMI, classe versus classe, a época de implementar a Carta aos Brasileiros que deu base ao nosso projeto vitorioso, ganhando para o nosso lado os empresários, e o que simbolizou foi exatamente o vice-presidente José Alencar, um rico empresário mineiro.
O país foi mudando e nós do Partido dos Trabalhadores também. Não abandonamos nossos sonhos, um mundo igualitário, possível, com inclusão social, participação dos movimentos sociais, sustentabilidade econômica, social e ambiental, porém, optamos pelo caminho da união, até com alguns setores conservadores, para poder fazer as mudanças que nosso país tanto almejava.
Não foi um caminho fácil. Perdemos alguns, pelos caminhos dos desvios éticos, de condenável conduta. Alguns preferiram cometer os mesmos atos ilícitos que outros. Porém, ainda somos o partido das mudanças, das esperanças e sonhos. Queremos continuar fazendo muito mais, principalmente para seguir reencantando nossos jovens, como foi comigo a 23 anos.
Wilon Dodson Valença Sobral
DM/PT/Caruaru-PE
Porém, para trilhar esse caminho até aqui, tivemos que passar por caminhos bem difíceis. Percursos que os que chegaram depois, ou os que aderiram a pouco, não tem a dimensão das dificuldades que passamos durante a caminhada. Sofremos chacotas e humilhações, perdemos nossos empregos, fomos perseguidos.
Atravessar esses obstáculos só foi possível pela força dos nossos militantes, que jamais teve medo nem desânimo para sair às ruas das cidades, seja para pedir voto, vender uma camisa, um broche ou defender uma concepção de sociedade igualitária.
De 1982 a 1988, fomos o partido da contraordem, do “não admito”, de negativas ao status quo. Não compactuamos com o Plano Cruzado de Sarney e sua enganação da época.
De 1988 em diante, começamos a ter um papel mais propositivo, e chegávamos a muitas prefeituras. Iniciamos a construção do Modo Petista de Governar, com democracia, participação e inversão de prioridades.
De 1994, com a 2ª derrota de Luiz Inácio, o Lula (a 1ª foi em 1989 contra o Collor) até a vitória dele, em 2002, passamos muitos anos a nadar contra a maré neoliberal de Fernando Henrique, das perplexidades, ou digo, das dificuldades, das crises.
De 2003 em diante, iniciamos um processo novo no Brasil, com a chegada à Presidência da República, não fazendo ruptura alguma, como imaginávamos com nossas palavras de ordem de 1982: Partido sem patrão, sem mandão. Fora FMI, classe versus classe, a época de implementar a Carta aos Brasileiros que deu base ao nosso projeto vitorioso, ganhando para o nosso lado os empresários, e o que simbolizou foi exatamente o vice-presidente José Alencar, um rico empresário mineiro.
O país foi mudando e nós do Partido dos Trabalhadores também. Não abandonamos nossos sonhos, um mundo igualitário, possível, com inclusão social, participação dos movimentos sociais, sustentabilidade econômica, social e ambiental, porém, optamos pelo caminho da união, até com alguns setores conservadores, para poder fazer as mudanças que nosso país tanto almejava.
Não foi um caminho fácil. Perdemos alguns, pelos caminhos dos desvios éticos, de condenável conduta. Alguns preferiram cometer os mesmos atos ilícitos que outros. Porém, ainda somos o partido das mudanças, das esperanças e sonhos. Queremos continuar fazendo muito mais, principalmente para seguir reencantando nossos jovens, como foi comigo a 23 anos.
Wilon Dodson Valença Sobral
DM/PT/Caruaru-PE
‘Inaceitável’, declara ministro da Justiça sobre greve das PMs
'Estaremos juntos os governos dos estados na defesa da lei e da ordem, encaminhando tropas, tomando as medidas necessárias', disse o ministro.
“Inaceitável. Não é possível que pessoas que recebem dinheiro do povo,
que usam armas pagas pelo povo para protegê-lo, utilizem essas armas
contra a população, utilizem essas armas como criminosos na perspectiva
de conseguir resultados que, infelizmente, se colocam agora como
evidenciados perante os olhos de toda a sociedade brasileira. Estaremos
juntos os governos dos estados na defesa da lei e da ordem, encaminhando
tropas, tomando as medidas necessárias, inclusive as punitivas, para
que o carnaval caminhe em absoluta tranquilidade, para que a paz reine
nas cidades brasileiras de forma a não vermos esses atos de vandalismos
que aconteceram na Bahia se repetirem em todo o Brasil”, declarou o ministro da Justiça .Fonte: G1
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